sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Ninguém em seu lugar

Uma caixa de vidro , exatamente como o planejado
Exibindo uma figura intacta de felicidade extrema irreal
Comercializando sua vida em troca de atenção.
Mudou de nome , de signo , de endereço
Trocou todos os móveis da casa e saiu pra tomar uma cerveja ...
E esteve sumido por alguns dias ou semanas

Ninguém sabe ao certo o que se ouvia daquela boca
Talvez saíssem palavras com cheiro de derrota e insônia.
O caminho tantas vezes antes percorrido, se tornou tormenta e dor individual
Olhar difusodistante , prestes a evitar
Engolir e dispersar saudade
Não enchergar as tantas verdades óbvias.

Mantê-la empolgada o suficiente pra não perceber, não sentir, não saber
Que você ainda vê vultos
Fantasmas literalmente.
Se alojam na sua sala , seu quarto , na sua cama e no seu pensamento
É uma forma divina , curvas do corpo ...
Vestido longo, verde
Cabelo cacheado , quase despenteado
Sorriso terno , convidativo
Perfume dela inundando todo seu senso de realidade.

Tropeçou em lembranças , a dor se materializa
Ja é tão parte de você
Que consegue, as vezes , não se dar conta que existe e é sua.
Sente o próprio corpo voltar , numa tentativa falha de se reerguer
Tentou esquecer , substituir
Não volte ,
Apenas continue fingindo que é feliz.

2 comentários:

Stella disse...

fingindo q é feliz... =/

Nany Rabello' disse...

precisando urgentemente sonhar verdes sonhos