segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Tudo que morre.

O desejo de se desprender e não ser igual.
Você saiu por ai, deixando milhares de amantes em cada esquina. Fez de cada coração, uma covardia em replica a tua historia sofrida.
Tragou longamente um cigarro e sentou-se a beirada da escada. Lentamente, encostou na parede.
Lagrimas salgadas e negras escorriam do rosto, fazendo desaparecer toda maquiagem feita pra noite de festa.
E era sempre assim que as festas acabavam. Ela encolhida num canto, relembrando de alguma coisa triste.
Alcool ja é tão convencional que não satisfaz mais.
Vulneral e volúvel. Se não eram sinômimos, eram bons adjetivos pra ela.
Sempre se escondendo atras de um novo amor.
Sono era sempre o maior refúgio: Um remédio, uma noite ou duas pra terminar e esqucer.
As vezes se sentia solitária pela irmã não atender os telefonemas, pelo pai ausente.
A vontade de chorar gerava um nó na garganta, que ela tentava mas não conseguia esconder.
Os olhos expressivos se enchiam ate que a primeira gota anunciasse o transbordar.
"O amor é um problema, um problema estúpido. O amor é cego, é atrasado. O amor não esta mais aqui " E essas eram as unicas certezas.
Quando estava em casa, não se sentia nela.
E no seu corpo agora, a sensação de que foi trocada por duas moedas de prata em algum corredor escuro da cidade.
Pras noites de insônia, toda nostalgia era pouca. Tudo girava no mesmo lugar pra sempre.
E ela, permanecia de olhos fechados, pra ver as luzes da cidade se acenderem.

2 comentários:

Lee disse...

e a vida nem sempre é bela como nos comedias romanticas de Hollywood...

Ivan Kolberg disse...

"Sempre se escondendo atras de um novo amor."

Enquanto isso é uma constante, o resultado nunca muda.

"Fez de cada coração, uma covardia em replica a tua historia sofrida."

Um ciclo vicioso.

Belo texto ^^