segunda-feira, 1 de março de 2010

Maré.

Quantas vezes ainda vamos tropeçar nos calcanhares ate podermos andar outras vezes de mãos dadas?
Quantas vezes eu ainda vou dizer que não ligo, que não minto, que não te amo mais...
Quantas vezes o meu medo vai chegar, tomando teu espaço ate que eu mesma não exista pra ser peça em teu quebra cabeças?
E se eu decidir,
Se eu decidir ir ate o alto da montanha, mas ir sozinha... E voce não vai estar pra me abraçar.
De que adianta , se agora voce não rir do meu riso; e não fazer o que não pode só pra aguçar os sentidos?
Não vai brincar de contornar o meu corpo com os olhos , não vai me proteger e não vai recostar sua cabeça no meu ombro, como quem pede abrigo.
De que adianta eu, que sempre neguei ser metade, não ter agora o que me completa e me da medo de tão (im)perfeito. Único, singular. Tão meu.
O que ainda dói, aquece e vai me fazendo poeril.
Desculpa minhas manias feias, ja sabe que eu ainda sinto tuas estrelas na palma da minha mão.
Não sou a pessoa certa, mas por favor, me ame como antes.


"E agora o pinhal, não tem mais a gente la
 Eu volto pra lembrar que a gente cresceu, na beira do mar"

5 comentários:

Fabiane disse...

Lindo post, tocante.
Talvez por que eu tenha me identificado um pouco.
Mas o primeiro sentimento, espero que não volte,tenho medo de sentí-lo novamente.
Beijos

Felicidade Clandestina. disse...

Tuas letras foram ao fundo de mim <3

LINDO

Jones. disse...

percebes o quão grande já é ?

Ivan Kolberg disse...

Pra se pensar com carinho...
Muito bom, mais uma vez.

Stella disse...

Como sempre teus posts me deixam boquiaberta... Realmente lindo, até mesmo triste. Você tem um jeito unico de escrever menina, continue assim...