quinta-feira, 29 de abril de 2010

Da gente se salvar depois

Me apertei outra vez no ultimo vagão
Todo mundo aqui ta correndo
E a esperença se encerra todo dia
De mão em mão.

Depois de livres da escravidão
Me prenderam nessa historia de capitalismo
Se sou rei, sou judia ou lavadeira
Não importa, taí o Mensalão.

O relógio da Central marca oito de outro
Outro dia na composição.
Somos só mais uns, mais outros, mais nenhuns
Cariocas, Carioca, a estação.


Os sinais fecham, mas o Cristo continua de braços abertos
Somos os filhos da Revolução?
Me encolhi de vez no canto, ainda tô longe
Não da pra sonhar
Sonhar com os pés no chão.

{Ao som de Cazuza - Um trem para as estrelas}

5 comentários:

Lee disse...

Vida de adulto!

Ella disse...

Eu sei que eu não uso esse palavreado, mas eis uma única palavra que descreve este teu texto e que não pode ser substituída por nenhuma outra: Foooooda!!!!! Simplesmente isso!

Rhanna disse...

"Não da pra sonhar
Sonhar com os pés no chão."
Dificil ter um sonho lindo se quando abrimos os olhos vemos uma realidade assustadora.


Amei ^^

Rhanna disse...

Tem selinho no meu blog pra vc ^^

Beijinhos.

Felicidade Clandestina. disse...

sem palavras do quanto gostei do texto.

lindo