quinta-feira, 27 de maio de 2010

Você. E eu.

É esse onibus lotado, essa falta de compreensão
É essa tal de Dilma
E eu, que nunca me perdoo.
São esses 140 caracteres fúteis. Essa falta de opinião.
São as palavras que voce me atira
A chuva que não cái,
As perguntas que você me faz.
As cartas que não mandei
E a tirania que a humanidade é capaz.
É a minha unha quebrada
E o Fantástico no domingo, me fazendo sentir a pior das mortais.
São essas músicas chatas
E a falta de amor-proprio que o cotidiano traz.
Essa violênica do Rio de Janeiro
E a minha vigem não marcada, as brigas de família
E as horas que não te tenho.

Mas se os dias passam
E no final, você vem
Eu posso ainda ser feliz.
Se você me sorri e abre os braços pra mim
Se você deita tua cabeça no meu colo
Aí eu posso sorrir tambem.
Se me chamar, eu vou
Mesmo sabendo que não sou
A bebida que você tanto gosta.

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